segunda-feira, 23 de novembro de 2009

1ª tarefa -4ª sessão

A integração do processo de auto-avaliação no contexto da escola é crucial. A ausência de práticas de avaliação e também de uso estrtégico da informação recolhida no processo de planificação e de melhoria tem estado igualmente ausente das práticas de muitas bibliotecas.

Integrar o processo de auto-avaliação no processo de avaliação interna e externa da escola requer, também, envolvimento e compromisso da escola/ orgão de gestão e uma liderança forte da parte do coordenador.

1 – Faça uma análise à realidade da sua escola e à capacidade de resposta ao processo e identifique os factores que considera inbidores do mesmo.

2 – Delineie um plano de acção que contemple o conjunto de medidas necessárias à alteração da situação e à sua consecução com sucesso

1. Análise à realidade da escola.

O Agrupamento de Escolas Pêro da Covilhã é constituído por três Jardins-de-infância, três escolas de 1º ciclo e cinco escolas EB1/JI, para além da escola sede onde funcionam quatro turmas de 4º ano, onze turmas de 5º ano, 10 turmas de 6º ano e uma turma EFA. No Estabelecimento Prisional da Covilhã, funciona uma outra turma EFA. Este Agrupamento tem um total de 1514 alunos, uma BE na escola sede e quatro BE em escolas de 1ºciclo.

Dispõe de duas Professoras Bibliotecárias. Na escola sede existe uma equipa constituída por professores da escola e dois membros da Direcção, para além de uma assistente operacional com longa experiência em BE, mas com 60% de incapacidade por doença.

Em cada BE das restantes escolas, temos uma assistente operacional a tempo parcial e o Coordenador de Estabelecimento é o elemento de ligação com a PB responsável por estas BE.

Três das Be do 1º ciclo encontram-se organizadas, com o fundo documental registado, carimbado e praticamente todo tratado. Este trabalho foi realizado, nos últimos anos, pela Coordenadora das Be em colaboração com as técnicas da Biblioteca Municipal. A quarta BE do 1º ciclo, tem o seu fundo documental registado, carimbado e este ano lectivo está a ser catalogado, classificado e indexado., também com o apoio da BMC.

No que diz respeito à BE da escola sede (integrada na rede desde 1998), foi necessário organizar todos os documentos reguladores. Quanto ao fundo documental, estamos a partir do zero uma vez que, no ano lectivo anterior, houve um problema grave, tendo desaparecido todo o tipo de registo que se encontrava em suporte informático assim como o conteúdo do Bibliobase.

Esta pequena descrição serve apenas para nos situar na realidade com que nos deparamos e podermos compreender as dificuldades com que nos debatemos no dia-a-dia.

1.1. Identificação dos factores inibidores e capacidade de resposta ao processo.

Pelo que foi exposto no ponto anterior, ao longo deste ano lectivo, o caminho a seguir não é fácil e requer ainda um maior esforço e empenho para além do que já é exigido ao PB.

Alguns factores inibidores à aplicação do processo de auto-avaliaçãoda BE, estão relacionados com: ser a primeira vez a ser implementado no Agrupamento; falta de tempo para organizar e gerir a BE; dificuldade em motivar toda a comunidade educativa para a adopção de novas práticas; resistência a qualquer mudança; pouca formação (neste modelo) por parte da equipa.

Uma vez que este processo vai ser implementado este ano, será necessário que toda a comunidade educativa tenha noção da sua importância e assuma que esta avaliação vai permitir conhecer melhor a BE o que permitirá vir, em anos futuros, melhorar as práticas educativas e elevar o nível de conhecimentos.

Como resposta a todos os desafios, temos de reconhecer que a equipa desta BE é bastante activa e empenhada e tem a vantagem de ser constituída por dois elementos da Direcção; o relacionamento com a Biblioteca Municipal é muito bom e consequentemente o apoio prestado também tem sido essencial e por fim temos beneficiado do apoio constante e incondicional da Coordenadora Interconcelhia.

2. Plano de acção

A implementação deste modelo de auto-avaliação, implica o contributo de toda a comunidade educativa. Logo, cabe ao PB, promover a comunicação com os professores, de modo que todos entendam que a BE está disponível para colaborar como parceira no apoio aos curricula e na melhoria do sucesso educativo de toda a escola.

Colaborar, comunicar, partilhar e dialogar, são características essenciais ao PB para que este modelo possa ser aceite por toda a comunidade educativa.

Assim, para que todos tenham conhecimento do mesmo e reconheçam a sua importância, é necessário começar por fazer a sua apresentação à direcção da escola, aos diferentes departamentos, ao conselho pedagógico, aos alunos, aos assistentes operacionais e aos encarregados de educação.

Após a selecção do domínio a avaliar, devemos divulgar a sua aplicação, seleccionar a amostra, calendarizar as diferentes etapas, definir os instrumentos a aplicar, recolher e analisar dados, elaborar o relatório de auto-avaliação e apresentá-lo à Direcção e ao Conselho Pedagógico.

Após a divulgação dos resultados, deverá ser elaborado um plano com estratégias para combater e melhorar os resultados apresentados.

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